A tendência das minicasas

· 13 de outubro de 2018

As minicasas são pequenos espaços que estão chamando a atenção de milhões de pessoas.  Essa solução de design urbano já começa a fazer parte da paisagem de grandes metrópoles mundo afora, com projetos distintos de construção compacta.

Dessa forma, entram em cena uma solução urbana que parecia ser um projeto distante: minicasas em diferentes formatos.

É necessário deixar claro de antemão que uma grande porcentagem de proprietários de minicasas têm um salário acima da média de seu país.

Ou seja, pode parecer que o tamanho da casa esteja relacionado ao tamanho do bolso, no entanto, não existe essa correlação direta entre os dois fatos.

O que são as minicasas?

As minicasas são casas pequenas, entre 20-30 metros quadrados. Elas oferecem o mesmo conforto que uma casa de dimensões normais.

Ou seja, as minicasas têm banheiro, cozinha, quarto, sala de estar, máquina de lavar roupa, etc.

Atualmente, não há uma medida mínima a partir da qual se considere uma minicasa, mas há casas de até 13 metros quadrados.

O que são as minicasas?

O design deste tipo de casa mudou com o passar dos anos. Não são como os bangalôs clássicos, mas têm um design minimalista em que cada centímetro é aproveitado.

Frequentemente são espaços modernos e muito funcionais.

Também são conhecidas como “tiny houses” e surgiram há mais de 20 anos em países como o Japão, os Estados Unidos e o Reino Unido.

Por que elas são tendência?

As minicasas se tornaram populares em praticamente todo o mundo. No entanto, o ‘boom’ dessas casas ocorreu nos Estados Unidos.

Muitas pessoas viram neste tipo de casa a única opção para poder ter acesso à casa própria.

O seu preço é muito menor do que o de uma casa de dimensões normais. Portanto, são mais acessíveis e permitem que você não precise de um financiamento.

Seguindo a linha econômica, as pessoas também optam por minicasas porque as contas também são menores.

O objetivo das pessoas que querem morar em uma minicasa é simplificar a sua rotina e também as suas contas, economizando dinheiro para outras coisas, como viajar.

Por outro lado, as minicasas são mais leves, personalizáveis, portáteis e o que mais importa: respeitam o meio ambiente.

preço minicasas

Cabe lembrar que, na Espanha, o boom das minicasas começou timidamente em 2005. No entanto, a ideia de morar em um espaço tão pequeno não conquistou totalmente os espanhóis.

Outro fator que impediu que seja uma tendência na Espanha, como é em outros países, é o vazio legal em que este tipo de casa se encontra.

Em muitas comunidades autônomas, os regulamentos atuais dizem que as edificações com menos de 50 metros quadrados não são consideradas casas.

Por esse motivo, muitas empresas vendem minicasas como trailers ou bunkers e recomendam colocá-las em fazendas particulares para evitar qualquer tipo de inconveniente legal.

No Brasil, os projetos de minicasas em andamento são poucos, mas quase a metade dos lançamentos imobiliários em São Paulo são de apartamentos compactos.

Preço

O preço das “tiny houses” varia muito, dependendo do tamanho, dos materiais usados na construção, assim como da sua eficiência energética e do seu impacto ambiental.

Em linhas gerais, podemos encontrar minicasas de 36 m² por, no mínimo, 80.000 reais.

Segundo os especialistas, o preço por metro quadrado aumentará a cada ano, à medida que a demanda aumenta cada vez mais.

Por outro lado, os materiais utilizados estão cada vez mais caros porque são mais duráveis e ecológicos. Há também minicasas feitas com materiais reciclados.

Embora seja um preço alto, a vantagem é que não é preciso se comprometer com uma hipoteca. O que nestes tempos atuais é um privilégio.

Quem ‘tira mais proveito’ das minicasas?

Os que mais gostam de morar em poucos metros quadrados são os jovens. Pessoas que querem ser independentes sem ficarem “amarradas” a uma hipoteca ou a um lugar determinado.

Não devemos nos esquecer que as minicasas são transportáveis, por isso é muito fácil mudar de cidade ou mesmo de país.

minicasas transportáveis

Os potenciais proprietários são jovens que têm um espírito aventureiro e que se preocupam com a ecologia.

Não são necessariamente pessoas de baixa renda. Pelo contrário, geralmente são pessoas com alto poder aquisitivo que transformaram o seu estilo de vida.

Conclusão

Para concluir, morar em uma minicasa, segundo os seus habitantes, muda a visão que se tem sobre a vida.

O estilo de vida das grandes cidades nos leva a viver uma vida agitada, ou seja, focada no trabalho, pagando contas e muito pouco lazer.

As minicasas fazem com que eles se concentrem em apreciar o que realmente importa.

Em outras palavras, viver sem pressa, sem dívidas, cuidando do meio ambiente, apreciando assim a espontaneidade que pode ser gerada morando um dia aqui e outro ali.