Por que o design de interiores deve ser considerado uma arte?

6 de abril de 2019
O design de interiores requer engenhosidade, inspiração e muita criatividade. Não há dúvida de que poderia ser considerada uma disciplina artística por causa das características estéticas que são mostradas nos desenhos.

Muitos consideram o design de interiores como um meio de expressão estética onde convergem aspectos formais, cromáticos e espaciais. Portanto, colocamos a seguinte questão: por que o design de interiores deve ser considerado uma arte?

O design de interiores e a decoração são ferramentas de trabalho para um especialista em interiores. A sua formação está relacionada à criatividade e, por sua vez, com a capacidade de desenvolvimento e produção pessoal.

Estereótipos fixos não são marcados, mas são renovados e mudados com o passar do tempo. Dessa forma, realizam transformações interessantes que fazem do design de interiores uma arte. No fundo, segue sistemas semelhantes aos de outras disciplinas, com procedimentos que são praticamente iguais.

Princípio básico da estética artística

Por que o design de interiores deve ser considerado uma arte?

Basicamente, o design de interiores oferece um conteúdo estético, que pode ser mais complexo ou mais básico, e até combinar ambos os conceitos e obter um design mais completo.

A aparência será o pilar fundamental no qual o design de um interior é sustentado. Os elementos que compõem um espaço devem estar localizados corretamente e complementados uns com os outros.

A todo momento, um designer de interiores tenta evitar as desproporções, as dissonâncias cromáticas e o caos organizacional. Dessa forma, poderia se dizer que o conjunto é criado com uma estética para agradar os nossos sentidos.

A arte é um meio de expressão que oferece uma determinada estética.

O design de interiores requer criatividade

A pessoa responsável por projetar um interior deve ter ideias e recursos para trabalhar, mas acima de tudo, criatividade.

  • A primeira coisa a fazer é um estudo do espaço e saber o que pode ser colocado em cada lugar, como trabalhar a cor e a luz e qual deve ser a distribuição das formas.
  • O exercício realizado por um designer se concentra, principalmente, na contemplação das possibilidades oferecidas por um ambiente e na busca de formas de ganhar espaço, mobiliar e organizar as peças.
  • O dinamismo deve ser encorajado.
  • Por sua vez, a colocação dos recursos deve ter coerência, mas sempre a partir de algo criado pelo designer de interiores. No final, trata-se de juntar todos os meios possíveis para alcançar um único propósito: a harmonia.
  • O trabalho de um designer consiste em dar forma a uma ideia que foi preconcebida. Claro, sempre com sentido.

A inspiração é a oportunidade do gênio.

Honoré de Balzac

Complementaridade cromática

Complementaridade cromática no design de interiores.

Claro, dentro de um design interiores não pode haver falta de cor. Por essa razão é necessária uma correta distribuição dos tons e que exista harmonia entre eles.

  • Deve-se evitar a tensão e o confronto cromático.
  • Um designer sabe quais cores se encaixam em um determinado estilo, quais são as mais apropriadas para determinados ambientes, ou que estética cada uma delas traz.
  • Ao mesmo tempo, um diálogo deve ser estabelecido entre as formas e as cores, levando em conta que o nosso olhar será direcionado para certos pontos que podem ter maior destaque, dependendo do tipo de tom que eles tenham.
  • Algo fundamental que deve ser levado em conta é que as paredes, que são o recipiente que delimita o espaço, devem ter uma estética complementar ao mobiliário.
  • A aplicação de cores através de móveis é como pintar dentro de casa.

Design de interiores: fazer com que o conjunto tenha uma relação

A organização interna deve ter uma ordem, fazendo com que o conjunto dialogue e cada elemento faça parte do todo. No design de interiores, nada pode ser deixado de fora ou isolado. No final, tudo deve ter coerência e conexão.

Para conseguir uma relação entre os móveis, a distribuição é essencial. Cada peça será colocada em um ponto, levando em conta que cumprirá uma função determinada.

Da mesma forma, devemos destacar algo fundamental: a decoração. Tanto uma escultura, uma gravura, um tapete ou as próprias plantas, não podem ser escolhidas de forma aleatória, devem ter relação com o próprio estilo do lugar.

Em suma, uma vez feita a análise das características do design de interiores, podemos determinar que é uma disciplina que se baseia em princípios criativos ligados à arte.

Lava Oliva, Rocío: Interiorismo, Vértice, 2008.